Portfólio · Preprint v2026.10 · São Paulo
Fabiano Barcellos Filho1,2
Médico e cientista de dados. Modelos preditivos justos, calibrados e úteis para a saúde pública.
Resumo
Trabalho na interseção entre prática clínica, ciência de dados e inteligência artificial. Na Hapvida, lidero projetos de IA médica em escala; no doutorado (FSP-USP), investigo multicalibração e justiça algorítmica em modelos preditivos de saúde pública, isto é, como garantir que uma predição de risco seja igualmente confiável para diferentes subgrupos populacionais. Também desenvolvo software aberto e ensino IA a profissionais de saúde.
Palavras-chavefairness · multicalibração · modelagem clínica · LLMs · dataset shift · epidemiologia
Perspectives · blogEssays on AI in medicineEnsaios sobre IA na medicina
All essays →Todos os ensaios →1Introdução
Ensino inteligência artificial na medicina para médicos e profissionais de saúde: pelo curso gratuito ML para Médicos, pela Mentoria Med IA e pelo IA.med, com artigos, podcast e aulas em português. Convites para aulas, palestras, mentoria e parcerias: drfabianofilho@gmail.com.
Sou médico e cientista de dados. Acredito que medicina baseada em evidências, aliada à ciência de dados, pode transformar o cuidado ao paciente, desde que os modelos sejam avaliados com o mesmo rigor que exigimos de qualquer intervenção clínica.
Atualmente atuo como Gerente Médico de Inovação e IA Assistencial na Hapvida NotreDame Intermédica, uma das maiores operadoras de saúde do Brasila, e sou pesquisador no LABDAPS (USP), onde meu doutorado trata de multicalibração em modelos preditivos de saúde públicab.
O software que publico hoje segue algumas convicções vindas da clínica, do laboratório e do sistema de saúde: texto clínico não deve sair da máquina, por isso priorizo modelos locais; dados públicos brasileiros (DATASUS, InfoDengue, Anvisa, CFM, Conitec) merecem ferramentas à altura; avaliar vai além da acurácia, medindo variância entre execuções, excesso de confiança e fragilidade a perturbações; toda ferramenta declara o que não é e traz o link da fonte oficial; e agentes devem entrar no fluxo de trabalho do médico, via servidores MCP e skills, em vez de virar mais uma janela de chat (ver §3).
Moro em São Paulo. Sou vegano.
2Linhas de pesquisa
Selecione uma linha para ver detalhes e métodos.
Modelos treinados em dados reais para prever reinternação em 30 dias, engajamento na Atenção Primária e isquemia em ECG de 12 derivações, com interpretabilidade via GradCAM.
Métodos: CatBoost, XGBoost, PyTorch, Conv1D, GradCAM
Tema do doutorado na FSP-USP: um modelo pode ser bem calibrado na população geral e, ainda assim, sistematicamente sub ou superestimar o risco de subgrupos específicos. Técnicas de pós-processamento, como MCBoost e calibração isotônica, corrigem isso sem retreinar o modelo.
Métodos: MCBoost, SHAP, calibração isotônica
Figura 1.Diagrama de confiabilidade por subgrupo. A diagonal é a calibração perfeita. Alterne para ver o efeito da multicalibração.
Dados sintéticos, apenas para ilustrar o método.
Validação de GPT-4, Claude e modelos abertos para triagem, autorização de procedimentos e suporte à decisão. Sistemas RAG com base de conhecimento médico para respostas fundamentadas em evidências. Avaliação além da acurácia: variância entre execuções idênticas, calibração e fragilidade a perturbações semânticas (iamed-harness, §3.3).
Métodos: LLMs, RAG, grounding, engenharia de prompt
Integração hospitalar via FHIR R4, extração de informação de prontuários com NLP e pipelines de dados clínicos para alimentar modelos de machine learning.
Métodos: FHIR, HL7, NLP, EHR
Modelos preditivos multicêntricos para COVID-19 e ganho de peso gestacional; pesquisa ativa em dataset shift e aprendizado federado (ver [3], [6], [7], [8]). Previsão de dengue em 8 capitais e de mortalidade cardiovascular em São Paulo com dados públicos, comparando modelos estatísticos, boosting e modelos de fundação (§3.3).
Métodos: epidemiologia, dataset shift, federated learning, séries temporais
3Software
4Publicações selecionadas
- [1]Machine learning for risk stratification of in-hospital mortality in patients with cervical cancer: an analysis of hospital admissions in Mato Grosso, Brazil. BMC Cancer, 2026.
- [2]The feature ceiling: recognizing data-driven performance limits as a diagnostic category in clinical machine learning. JMIR AI, 2026 (no prelo).
- [3]Transfer learning for COVID-19 predictive modeling: a multicenter study of 12 hospitals. Annals of Epidemiology, 2025.
- [4]Improving meningitis surveillance and diagnosis with machine learning: insights from São Paulo. PLOS Digital Health, 2025.
- [5]Artificial intelligence for the diagnosis of erythematous-squamous dermatological diseases: technological contributions to primary care. Anais Brasileiros de Dermatologia, 2025.
- [6]Strategies for detecting and mitigating dataset shift in machine learning for health predictions: a systematic review. Journal of Biomedical Informatics, 2025.
- [7]Predictive modeling of gestational weight gain: a machine learning multiclass classification study. BMC Pregnancy and Childbirth, 2024.
- [8]Multicenter comparative analysis of local and aggregated data training strategies in COVID-19 outcome prediction with machine learning. PLOS Digital Health, 2024.
- [9]Feature selection for identification of risk factors associated with infant mortality. Lecture Notes in Computer Science, 2022.
- [10]An interpretable machine learning model for COVID-19 screening. Journal of Human Growth and Development, 2022.
- [11]A bibliometric network analysis of coronavirus during the first eight months of COVID-19 in 2020. International Journal of Environmental Research and Public Health, 2021.
- [12]Maternal perception of the child's nutritional status from the perspective of adjusted residual analysis. Journal of Human Growth and Development, 2020.
5Trajetória
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author = {Barcellos Filho, Fabiano},
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